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Ludwig van Beethoven
1770–1827
Em resumo 1784 Toca órgão e cravo na capela musical de Bona. Uma revista sugere a comparação entre ele e Mozart 1787 Breve viagem a Viena. A sua permanência é interrompida pela notícia da morte de sua mãe 1791 No dia 5 de Dezembro morre Mozart, deixando na vida musical vienense um vazio que nada, aparentemente, poderia preencher 1792 Numa paragem em Bona, de passagem para Londres, Haydn assiste a um concerto seu e convida-o a radicar-se em Viena e a estudar com ele. Alguns meses depois, Beethoven chega a Viena, onde é entusiasticamente recebido no círculo do Conde de Waldstein 1802 Transtornado pela surdez, escreve o Testamento de Heiligenstadt, no qual revela todo o desespero que lhe causa a doença. Entretanto, continua a dedicar-se à música 1805 Compõe a primeira versão do Fidélio, que foi o seu único insucesso artístico. Nove anos depois, e na sequência de uma profunda revisão, a ópera tornar-se-ia um grande êxito 1808 Primeira execução das Sinfonias nº 5 e nº 6 1812 Encontro com Goethe. Este classifica Beethoven como “um génio indómito e selvagem” 1815 Com o Congresso de Viena, a Europa tem um período de aparente paz. Beethoven, pelo contrário, está cada vez mais isolado
Beethoven viveu os anos da Revolução Francesa e do Império Napoleónico. A sua música acompanhou esta época conturbada, exprimindo o espírito do tempo, denso de paixões e ideais.
Beethoven, além de ser considerado herdeiro natural da música de Haydn e de Mozart, superou os seus mestres e criou uma música revolucionária, que deu origem ao Romantismo musical.
Beethoven já tinha 19 anos quando eclodiu a Revolução Francesa. Vivia em Bona, sua cidade natal, onde tocava na orquestra da capela musical como vice-organista e cravista. Mas era no piano, com os seus emocionantes improvisos, que Beethoven brilhava. E foi durante aqueles anos que se lhe delinearam algumas amizades que tiveram um papel fundamental na sua actividade. Uma das mais importantes foi a amizade contraída com a viúva von Breuning, a cuja filha, Eleonora, o músico deu lições de piano. Graças à senhora von Breuning, Beethoven conheceu o Conde Waldstein, alto expoente da nobreza austríaca e seu grande patrocinador.
Beethoven em Viena A amizade com Waldstein intensificou-se em 1792, quando Beethoven decidiu aceitar o convite de se deslocar a Viena para estudar com Haydn. De facto, o conde estava convencido de que Beethoven era o herdeiro de Mozart. Escreveu num álbum algumas palavras destinadas a ficarem famosas: “O génio de Mozart ainda está de luto e chora a morte do seu discípulo. No inesgotável Haydn ele encontrou um refúgio, mas nada em que se aplicasse: continua a desejar, por seus próprios meios, unir-se a alguém”. Beethoven teve ainda outros protectores, que lhe proporcionaram um brilhante começo na capital austríaca.
Uma força inovadora Depois do primeiro concerto de Beethoven, em 1795, o público vienense demonstrou um crescente interesse pelas suas composições para piano. Em 1800, Beethoven iniciou um novo período durante o qual haveria de transformar a própria música. E tudo isto foi conseguido enquanto iniciava a longa luta contra a surdez. Nos primeiros anos do novo século, Beethoven compôs, tendo como fundo as invasões napoleónicas, uma grande quantidade de obras musicais, entre as quais nove sinfonias, concertos para piano, quartetos para cordas, sonatas para piano, um excepcional concerto para violino e uma única ópera, o Fidélio.
A segurança económica Durante este período, pôde ganhar a sua subsistência, sem qualquer cargo oficial. A fama de que gozava permitia-lhe publicar as suas partituras com lucro, ao mesmo tempo que era compensado pelos seus protectores monetariamente, em troca da dedicatória de uma das suas composições. Conseguiu garantir para si aquela autonomia que Mozart tinha, em vão, procurado.
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